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O Festival do Planeta

Por Mônica Linhares*

Multiplicam-se em todo o mundo os programas de inovação tecnológica para a promoção da sustentabilidade. Soluções são geradas em segmentos econômicos diversificados, com avanços em energias renováveis, biotecnologia, agricultura de baixo carbono, materiais biodegradáveis, mobilidade urbana, construções, reciclagem e nos processos industriais em geral. Cresce ininterruptamente o conhecimento científico e interdisciplinar sobre o funcionamento da Terra como sistema vivo e os movimentos sociais vinculados à ecologia, que compreendem os recursos naturais como bens coletivos, cujos modos de apropriação e gestão devem ser objeto de debate público e de controle social. Este conjunto intrincado de experiências – de caráter tecnológico, científico e social – constitui um novo amálgama através do qual se projetam as sociedades do futuro, mais avançadas tecnologicamente e mais inclusivas.

Nossa missão como Festival de cinema socioambiental é mostrar por meio de filmes as práticas que estão sendo geradas internacionalmente para a promoção da sustentabilidade, com foco nas inovações que incidam positivamente na preservação e na melhoria da qualidade de vida do planeta. Queremos dar visibilidade ao conhecimento científico, mas também ao ancestral, evidenciando o funcionamento da Terra como um sistema vivo, ao qual irremediavelmente pertencemos. O objetivo final é promover uma ampla reflexão sobre nossa sociedade contemporânea, possibilitar a difusão de paradigmas de desenvolvimento que já vem sendo testados em nível comunitário e o desabrochar de novas matrizes culturais.

Consideramos que é preciso mudar o olhar para permitir a transformação das práticas instituídas no processo de industrialização. Ao utilizar uma matriz energética baseada no carbono, estamos produzindo mudanças climáticas em nível global, com o aumento de temperaturas, chuvas e fortes secas em várias partes do planeta. Criamos zonas de sacrifício ambiental para as quais se vertem todos os rejeitos da humanidade, com graves impactos para as populações marginalizadas que habitam estes locais insalubres e para as espécies de animais e vegetais que são extintas no processo. Sacrificamos florestas, o ar, a água e os animais em um sistema irracional de satisfação de necessidades, que avassala nossos substratos de vida. Esquecemos que os ecossistemas terrestres (desertos, florestas e pradarias), aquáticos (rios, mares, manguezais e pântanos) e sociais são parte de um macro ecossistema que se retroalimenta, profundamente conectado e interdependente, onde o equilíbrio é chave.

O cinema pode cumprir um papel importante na re-significação do mundo, promover a educação socioambiental em escolas e universidades, além de disseminar ideias, soluções e práticas que permitam municiar as pessoas com exemplos de experiências concretas de sustentabilidade. Mas seu poder maior é, sem dúvida, o de nos envolver em suas histórias – e emocionar. O cinema afeta o nosso sentir, a nossa vontade – e sem ela não faremos nada.

Neste projeto cultural, unimos a reflexão e a ação, ancoradas na emoção profunda que proporciona o cinema ao nos reconectar com a Terra. E com este arco apontamos a flecha.

*Mônica Linhares, jornalista e documentarista, é diretora geral do Planeta.Doc., Mestre em Desenvolvimento Econômico da América Latina pela Universidade Internacional de Andaluzia (UNIA), Mestre em Relações Internacionais e Doutoranda em Comunicação, Transformação Social e Desenvolvimento pela Universidade Complutense de Madrid (UCM).

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